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Webinar: (Des) Confianamento e o Seu Impato nas Pessoas

O curso de Enfermagem da US realizou um WEBINAR intitulado "(Des) confinamento e o seu impato nas pessoas”, cujo objetivo foi fornecer à população em geral algumas competências, de modo a enfrentarem melhor o desconfinamento e algumas formas de ligar a alteração da *normalidade* a que todos estavam habituados. O evento teve como convidados o Sociólogo Paulino Vaz Moniz e o Psicólogo Nilson Mendes.

O Sociólogo Paulino Vaz Moniz iniciou afirmando que a Covid-19 é uma doença que parou o mundo, tendo atingido milhões de pessoas e já matou milhares de pessoas. Falou dos campos de afetação do Coronavírus na vida das pessoas destacando três dimensões: psicológica, económica e relacional.

Garantiu que, a nível psicológico, o número de pessoas afetadas ultrapassa o número de afetados pelo Covid-19. “Esta dimensão é grande, é muito mais do que a estatística consegue trazer em termos de números de pessoas infetadas”. Acrescentou, ainda, que, “psicologicamente, as pessoas que já tinham histórico de algum transtorno mental agravaram a sua situação nesta época da pandemia e os que não tinham histórico acabam por desenvolver algum trastorno mental, outros leve e outros mais moderado e grave.”

Relativamente à dimensão económica Paulino falou do seu impato na vida das pessoas durante o confinamento e neste período do desconfinamento. Afirmou que “tanto no período do confinamento como no de desconfinamento, muitas pessoas já perderam o seu emprego e isso traz um impato económico grande. Estou analisando aqui a vida da pessoa sem falar da família e da empresa.” Exemplificou com as pessoas que tiveram o seu contrato de trabalho suspenso, mas, também, das que têm os seus negócios e tiveram dois meses parados e ainda não retomaram. “Os que retomaram ainda não têm uma garantia”, declarou.

Por último, falou da dimensão relacional assegurando que este período trouxe, também, grandes impatos na vida das pessoas ao nível da relação. “Durante o confinamento falou-se em ficar em casa, no entanto, as pessoas com tendência em sofrer algum tipo de violência serão obrigadas a conviver com o agressor durante muito tempo”. Portanto, considera que são situações complexas que agravam durante o período de confinamento e que é necessário levar em conta. Por outro lado, existe a forma como “encaramos o novo coronavírus, as orientações, porque nem todos encararam da mesma forma. Uns encararam com seriedade e com exagero, outros viram como um “tanto faz”, o que trouxe algum conflito no relacionamento", asseverou.

O Psicólogo Nilson Mendes iniciou o seu discurso na mesma lógica, afirmando que, de fato, a Covid-19, “colocou-nos numa situação que é de refletir e readaptar-nos”. De acordo com o psicólogo, esta pandemia fez com que as pessoas mudem os seus comportamentos ou postura perante uma ameaça. Falou da forma como se pode lidar com o pensamento e emoção durante esse tempo, como é que se dá resposta perante uma situação de medo e como lidar com a incerteza. “Uma das estratégias fundamentais é saber trabalhar as nossas emoções”, afirmou.

A palavra de ordem é readaptar. Exemplificou com a retoma das aulas em que os alunos poderão sentir medo perante esta situação, por isso, Nilson Mendes garantiu que “o importante é saber que o medo é um estado de alerta mas deve-se adaptar na situação em que se vive, ou seja, é ir para as aulas e seguir todas as recomendações sanitárias”, afirmou. Por outro lado, muitas pessoas podem ignorar a mensagem do medo, “Devemos entender a mensagem do medo para que possamos estar em alerta e ter uma resposta particularmente no nosso bem-estar físico e psicológico,” disse.

Neste processo de desconfinamento é fundamental identificar o sentimento e estado emocional que em que se encontra. “Se existe medo deve-se ver a importância deste medo perante o cenário em que se encontra, seja em casa, na escola ou durante a viagem.” Por outro lado, é importante ver se o medo é uma ameaça para que se possa dar uma resposta.

O psicólogo garantiu que um outro impato psicológico nesta pandemia é a alteração do sono. “Uma boa parte das pessoas dormiram tarde e acordaram tarde e as vezes com insónia”. Existe, também, o comportamento compulsivo como lavar as mãos e desinfetá-las exageradamente. “Quando estes comportamentos afetam no dia-a-dia, deverá ter noção que se está perante este problema. Caso não for dado o devido valor, tornar-se-á num problema mais grave na saúde mental”, afiançou.

O psicólogo terminou declarando que é necessário aprender a conviver com o vírus até que apareça a vacina, e também, reorganizar a vida de acordo com a nova realidade. “Temos que nos mentalizar, também, que tudo o que começa tem um fim”. Deixa um apelo, assegurando que “é fundamental cuidarmos do nosso bem-estar”. É fundamental trabalhar o equilíbrio mental através do exercício da respiração. Aconselhou que, se uma pessoa se sentir perante uma situação incómoda, que não hesite em pedir ajuda de um profissional.

“Agora, é momento de usar estratégia individual para o bem coletivo a forma como você se encontra leva a uma determinada reação. Se se encontra ansiosas, tomam decisões precipitadas e se estiver controlado, toma decisões eficazes", disse.

A Coordenadora do curso de Enfermagem, Celliavine Afonso agradeceu aos participantes pelo contributo muito importante assegurando que, se cada um fizer a sua parte, consegue-se ultrapassar esta fase.

 

Andreia Pereira

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