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Sociedade Cabo-verdiana de Coaching na Universidade de Santiago

A Sociedade Cabo-verdiana de Coaching esteve na passada sexta-feira, 27 de Outubro, na Universidade de Santiago, a ministrar um workshop sobre o Coaching de Carreira.

Durante duas horas, os oradores, Júlio Martins e Luísa Martins, falaram sobre o tema da “actualidade”. Segundo os mesmos, o coaching permite conhecer o mercado de trabalho, os tipos de profissionais que temos e quais as empresas querem. “As empresas exigem cada vez mais dos seus colaboradores, para acompanhar o desenvolvimento da sociedade. Para isso, as empresas também tem adoptado outras medidas, apostando na capacitação dos seus técnicos”, frisam os oradores.

Entretanto, os mesmos levaram a plateia a reflectir sobre o porquê de hoje termos uma taxa de desemprego muito elevada, e chamaram a atenção dos presentes para o facto de que “as pessoas são contratadas por competências técnicas e acabam por serem despedidas devido ao seu comportamento e atitudes”. Luísa Martins, esclareceu que é preciso ter cuidado com certos comportamentos e atitudes, para que estes não ofusquem as competências técnicas.

Falaram das principais técnicas e ferramentas do Coaching, tendo-se debruçarado principalmente sobre a roda da vida, inclusive distribuíram um pequeno teste, que foi preenchido pelos presentes, para avaliarem a sua satisfação na vida em todas as áreas. Conforme as intervenções da plateia, os oradores incentivaram os alunos a mudarem esta roda nos pontos que estão negativos, pois cada um conduz a sua vida e só ele tem o poder de mudá-la, sem culpar ou cobrar os outros. Para isso, pediram uma pequena reflexão sobre quais os pontos que às vezes não deixam as pessoas atingir os seus objectivos e, depois de um pequeno debate, os oradores apontaram os valores e as crenças como sendo a base de tudo isso.

O organizador do evento, José Luís Mascarenhas, agradeceu à Sociedade Cabo-verdiana de Coaching pela brilhante explanação, elucidando que foi um privilégio para a comunidade académica.

A plateia saiu da Sala de Conferências com diversos conhecimentos sobre o Coaching, com outra mentalidade e consciente das mudanças que devem efectuar para atingir os seus objectivos tanto pessoal, em grupo, familiar, no mundo corporativo, entre outros.

“A imagem ao espelho da aprendizagem: o erro humano”

Este foi um dos temas de uma palestra que o Professor Pedro Gonçalves, do Instituto Politécnico de Leiria, ministrou ontem, 27 de Outubro, na Sala de Conferências da Universidade de Santiago.

Gonçalves começou por falar da proximidade da aprendizagem e do erro, salientando que “a curva de aprendizagem é idêntica à do erro”, apesar de a curva do erro ser invertida. De acordo com o mesmo, “quanto mais erros cometemos, mais aprendemos” e é através deste treino repetitivo que o ser humano melhora a sua performance e diminui a sua margem de erro.

O palestrante chamou a atenção para a questão do erro, ressaltando que “no erro humano não existe a intencionalidade de errar” e recorreu a Francis Bacon, com os seus quatro ídolos (ídolos da tribo, ídolos da caverna, ídolos do foro,  ídolos do teatro), para explicar a sua afirmação. Deixou claro que a origem dos erros aplica-se a todas as áreas e ciências.

Ainda dentro deste tema, falou de estilos de liderança e de stress, tema da sua tese de doutoramento, para mostrar à plateia que, no estilo de liderança autoritária, a margem de erro dos funcionários sob stress é menor do que os trabalhadores do estilo de liderança participativa sob o mesmo efeito. Isto, porque, de acordo com Gonçalves, “os trabalhadores do estilo de liderança autoritária estão condicionados, o líder não explica o que quer directamente e os funcionários vão ter que dar o máximo para atingirem os objectivos do que é pedido pelo superior”.

Aproveitando o entusiasmo dos presentes, ele avançou para um outro tema: “Inteligência emocional e liderança ressoante”, que, segundo o mesmo, surgiu da neurociência, para ver como os seres humanos reagiam as sensações e emoções. “Na liderança ressoante, o líder pretende receber feedback e hoje em dia, é o modelo que vem sendo praticado na maioria das empresas/instituições. Neste modelo, o líder influência a equipa, mas também é influenciado e a capacidade de motivar os outros é elevado, assim como a produtividade, pois existe diálogo e interactividade.”

Assim, terminou a sua palestra, deixando um apelo “a mudança está em nós, então vamos mudar e fazer as coisas diferentes”.

José Luís Mascarenhas, Chefe do Departamento Ciências Económicas e Empresariais, no final, demonstrou a sua satisfação, e agradeceu ao palestrante, que deu duas aulas numa só, adiantando que a intenção é continuar a trazer e criar conhecimentos no seio desta universidade. 

“TACV entre dois destinos” apresentado na Universidade de Santiago

O jornalista Júlio Vera-Cruz Martins fez o lançamento da sua obra intitulada “TACV entre dois destinos”, que é uma colectânea de entrevistas, sobre a gestão da empresa TACV, realizadas a Sara Lopes, João Pereira Silva e José Gonçalves.

Este livro é uma compilação de entrevistas sobre a questão dos TACV, com vários decisores políticos, que analisa o percurso da empresa cabo-verdiana nesta época atribulada da sua gestão.

Segundo o autor da obra, as entrevistas realizadas à ex-ministra Sara Lopes (em 09/12/2013 e 13/07/2015), do ex-PCA João Pereira Silva (11/01/2016) e do actual ministro que tutela a empresa José Gonçalves (29/05/2017), ao programa da RCV “Discurso Directo”, explicam a situação da empresa em dois tempos, o passado e o presente.

Durante a apresentação da obra, o professor Luís Rodrigues, responsável pela apresentação, sublinhou que a obra fala da privatização e reestruturação da empresa desde o ano 2000, e nos anexos da obra, pode-se encontrar uma carta que funcionários da TACV enviaram ao anterior Primeiro-ministro, desde 2001. Para Rodrigues, a obra é escrita com um tom jornalístico, enriquecido com os vários anexos, classificando a obra como sendo “quase um tratado entre o papel do jornalista versus decisores políticos”.

O autor da obra explicou que devido as várias polémicas que têm surgido em torno da empresa, recorreu aos seus arquivos (entrevistas), transcreveu e pensou no que fazer com elas. Daí, resolveu sair a procura das cartas e de outros documentos que os entrevistados tinham mencionado nas suas entrevistas, fez uma compilação que resultou neste livro.

Júlio Vera-Cruz é jornalista da Rádio de Cabo Verde (RCV), coordena o programa “Discurso Direto”, que é um programa onde se realizam grandes entrevistas tendo em conta temas da actualidade.

“Inovem naquilo que seja mais comum para vocês”

 Foi esta a frase de abertura e a dica deixada pela palestrante Doutora Ana Roque, aquando da palestra “Turismo Rural”, ministrada hoje, 20 de Outubro, na Universidade de Santiago.

Roque, ao falar para a comunidade académica desta instituição, adiantou que Cabo Verde tem um enorme potencial para o turismo rural sem ter que deixar de lado as outras formas de turismo que vêm sendo praticados (mar, praia e sol). Segundo a mesma, é necessário “ter criatividade, ser inovador, ter visão do futuro, ser empreendedor e trabalhar sem cansar, para fazer a mudança e um dia ser reconhecido”.

Acreditando que a “massa da transformação, a massa crítica” está na camada jovem, a palestrante que veio para Cabo Verde participar no IV Fórum Mundial de Desenvolvimento Económico Local, não esteve presente na cerimónia de encerramento e escolheu estar aqui na Universidade de Santiago, partilhando a sua experiência, dando dicas à comunidade académica e mostrando a importância de inovar aquilo que já existe.

A palestrante explica, que não é para criarem o que não existe, mas sim pegar no rural, do existente e dar um trato diferente, sendo um “profissional moderno sem perder a ruralidade. Que traz a sua 'expertise' adquirida na universidade ou em outros locais para a terra dos pais”.

Para a mesma, Cabo Verde já percebeu essa necessidade de fazer um Turismo Rural, quando há cinco anos atrás, ela mesmo esteve nas ilhas do Sal e da Boavista, a convite dos hotéis e resorts aí existentes para partilhar a sua experiência no turismo rural. “Para vermos como estas duas ilhas estão apostando num turismo além de sol, praia e mar, no fórum que está a decorrer na cidade da Praia, nos stands, além das duas ilhas apresentarem belas imagens das praias, não dispensaram o trabalho da olaria, cestaria entre outros produtos, que acham essencial para o turismo”.

Uma das preocupações levantadas pela plateia é a questão de que aqui no país, quando se fala do turismo rural, insistem muito em pedir as pessoas das zonas rurais a receberem em suas casas os turistas, o que pode não resultar. Neste sentido, Roque, apela para que o turismo rural não seja só isso, mas sim, além de aproveitar o mar e o sol, tirar um dia e visitar uma comunidade com os turistas, voltar no final do dia, aproveitando a gastronomia rural (pratos típicos), receitas ou a hospitalidade da “vovó”, ou familiares que não têm o receio de receberem alguém na sua casa. É nesse sentido que ela disse: “Não devemos desprezar o que é antigo”.

Em termos de custos, Andreia Roque explica que esta forma de fazer turismo é a mais barata, pois, pode-se reutilizar vários produtos e práticas antigas. “Basta ver com olhos diferentes, usar a criatividade e utilizar os potenciais existentes a vosso favor”.

A mesma adiantou que a empresa Brasil Rural, dirigida pela mesma, já viu em Cabo Verde, principalmente na ilha de Santiago uma grande aliada e vão investir nesta área aqui na ilha. Sendo assim, desafiou a Universidade de Santiago, a usar a Casa do Empreendedor como meio do empreendedorismo jovem, apoiando os alunos da área do Turismo a investirem no turismo rural.

O Chefe do Departamento Ciências Económicas e Empresariais, José Luís Mascarenhas, apelou aos presentes, a terem mais iniciativa nesta área, no sentido de mudarem o cenário existente no país, em relação ao turismo. “O turismo foi eleito como o sector estratégico para o desenvolvimento nacional, mas 91% do investimento na área está focalizado nas ilhas do Sal e da Boavista, enquanto a ilha de Santiago, dispõe de 3%”. Mascarenhas frisa que é possível reverter a situação, apostando nos novos produtos turísticos, e vê Santiago como um destino forte, deixando este desafio aos alunos do curso de Turismo Rural e Ecológico desta academia.

Curso de Verão na US supera as expectativas

 A Comissão Nacional de Eleições (CNE), em parceria com a Universidade de Santiago (US), realizou um curso de verão: "Cidadania e Assuntos Eleitorais". O principal objetivo desta formação foi colocar os formandos em contacto com o Código Eleitoral, bem como conscientizar o cidadão sobre o significado do processo eleitoral. Esta formação decorreu de 18 a 22 de setembro no Campus da Praia, (Seminário de São José) e de 25 a 30 do mesmo mês, no Campus de Assomada (Bolanha).  

A formação está enquadrada no programa, “Cidadão Eleitor do Futuro”, e a US acolheu o 3º e o 4º cursos. Durante a formação, foram ministrados quatro módulos: “Código Eleitoral Cabo-verdiano” e “Organizações e Práticas Eleitorais”, que foram ministrados pela CNE, e “Estado de Direito e Democracia” e “Ética e Deontologia Eleitoral”, que estiveram a cargo de professores da US.

De acordo com o Vice-Presidente da CNE, Dr. Amadeu Barbosa, é necessário levar este curso à sociedade em geral: “Todo o cidadão deve estar devidamente informado, para saber o que é uma eleição e para que serve. Pois, muitos participam na eleição mas não sabem o seu verdadeiro significado. Eu penso que devem participar informados e conscientes. Daí que o nosso objetivo é, exatamente, fazer com que haja a consciência cívica do que é que significa uma eleição”.

Por sua vez, o professor Doutor Nardi Sousa realça a importância do curso, assegurando que “houve uma grande procura por parte dos jovens. Em Assomada, tivemos cerca de 200 jovens e, na Praia, cerca de 50. Pelo menos no módulo em que trabalhei, eu vejo que há um défice de conhecimento dos instrumentos que promovem a democracia e sobretudo da Constituição. Os jovens sentem cansaço em relação às práticas políticas de Cabo Verde; em vez de recuperarem esta energia vital para assuntos políticos e eleitorais, eles tendem a afastar-se da política, ou seja, a não cumprir o papel de fiscalizador do sistema.

Mas, para fiscalizar, é necessário conhecer. Por isso, Sousa assegurou que é necessário que os cidadãos compreendam o sistema, o Estado do direito democrático, assim como as instituições e os instrumentos, “como a Constituição, o Código Eleitoral, para poderem assumir o seu papel ativo de fiscalizador e também melhorar o sistema. Eu penso que, com mais informação e formação, há maior conscientização política e os jovens podem contribuir para que a democracia se enraíze em Cabo Verde e a prática democrática seja outra.”

Os participantes da formação saíram mais enriquecidos e com a responsabilidade de divulgar o que aprenderam durante o curso:

"Toda a formação tem um efeito multiplicador e nós devemos saber aproveitá-lo, através de atos pós formação. Por exemplo, desenvolver formações nas diversas comunidades e informar as pessoas sobre aquilo que recebemos aqui. E penso que é uma mais-valia, porque o que vejo, na cidade da Praia e, quiçá, em todo Cabo Verde, é falta de informação e de formação de pessoas sobre as leis, as regras, sobre como funciona o sistema político do nosso país, o que faz com que as pessoas acabem por se perder nas conversas ou nas vontades de outrem." – assegurou Jimmy Brito.

Para a participante Andira Lima, a formação foi muito enriquecedora, pois, os temas que foram desenvolvidos são do conhecimento comum, “mas muitos não param para refletir sobre a tamanha responsabilidade que temos, enquanto cidadãos, em todo o processo eleitoral. Agora estamos mais poderosos porque temos mais informações, mas como todo o poder traz responsabilidade, temos o encargo de passar estas informações.”

De salientar que a formação contou, ainda, com a participação da Presidente da CNE, Dra. Maria do Rosário. Entretanto, a CNE está a preparar-se para mais uma fase do curso que vai depender das propostas que vierem dos parceiros daquela instituição.

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