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Nardi Sousa lança “Simão Barros: Uma Leitura Metafísica do Diário de Santelmo (1909:1947) ”

“Simão Barros: Uma Leitura Metafísica do Diário de Santelmo (1909:1947) ” é a mais recente obra do sociólogo cabo-verdiano, Nardi Sousa, e que será apresentada no próximo dia 12 de Janeiro na Associação Cabo-verdiana de Lisboa e em Cabo Verde será no dia 27 de Janeiro na Biblioteca Nacional - Praia.

O livro aborda a trajectória de um investigador que se afigura como um pensador cabo-verdiano comprometido com as transformações sociais do país na primeira metade do século passado. Para Nardi Sousa, autor da obra, Simão Barros “pode ser considerado como um dos primeiros cientistas sociais cabo-verdianos, que estava mais interessado na pesquisa social, na compreensão histórico-sociológica da sociedade cabo-verdiana, nos obstáculos ao desenvolvimento do que na literatura tout court”.

Editada com a chancela da US Edições, Universidade de Santiago, a obra contém onze capítulos e está dividida em três partes. Na primeira, para além das recolhas, em forma de entrevistas junto de pessoas que conviveram de perto com Barros, que ouviram falar dele ou que leram sobre ele, o autor analisa o percurso académico no contexto do Estado Novo, mormente em Lisboa, considerada, no período entre as duas grandes guerras, a capital mundial de espionagem. Aborda-se ainda a trajectória de Simão Barros como Administrador do Concelho do Tarrafal.

A segunda parte da obra analisa o processo de sindicância contra o ex-Administrador, dando a conhecer a origem das desavenças com o Governador de Cabo Verde na altura. Já a terceira parte traz os textos, os pensamentos de Simão Barros, na primeira pessoa, as suas dissertações sobre Cabo Verde, abrangendo áreas como economia, sociologia, antropologia, administração, história e ambiente.

Biografia do autor

Nardi Sousa, Sociólogo, Doutor em Ciências Sociais, Professor na Universidade de Santiago, onde ocupa o cargo de Chefe de Departamento de Ciências Jurídicas e Sociais. Pesquisa temas relacionados com a África e a Diáspora Negra, Migrações, Juventude, Cidadania Local, Cultura, Yoga e Espiritualidade.

É autor do livro Imigração e Cidadania Local: Associativismo Imigrante e Políticas Públicas de Portugal, IBL, Praia, 2003.

Universidade de Santiago abre curso de guia de turistas – Formação de Nível V

A Universidade de Santiago fez hoje, 12 de Dezembro, a abertura oficial do curso profissional de Nível V de Guia de Turistas em Calheta de São Miguel. O curso será ministrado em parceria com a Paróquia, através da Escola Padre Moniz.

Durante a abertura, os formandos e o público presente assistiram uma Palestra, ministrada pelo Dr. José Luís Mascarenhas, sobre o Turismo e o Desenvolvimento Sustentável em Cabo Verde.

José Luís Mascarenhas pronunciou-se sobre a sustentabilidade, os seus pilares fundamentais, as dimensões do turismo sustentável entre outros pontos focais dentro do tema.

Nas dimensões referentes à sustentabilidade turística, Mascarenhas frisou a necessidade de pensar e fazer um turismo de dimensões ambientais, económicas, sócio-culturais e político-institucionais.

Mascarenhas lamentou o facto de que durante 15 anos, o turismo no país esteve confinado somente às ilhas do Sal e da Boavista, e o facto de o país não ter um planeamento estratégico na área. Pois, segundo o mesmo, não existem respostas nem dados concretos, que só podem existir após a criação e implementação de um plano estratégico.

“Um dos problemas do turismo aqui em Cabo Verde, é que está centralizado na oferta de um mono-produto (sol e praia). Ou seja, 93% dos turistas procuram a ilha do Sal e da Boavista, ilhas, que segundo dados representam somente 7% da população do país”. Segundo Mascarenhas, é inacreditável, um país com tantas coisas para oferecer aos turistas apostar somente num produto.

Como exemplos de turismo a serem oferecidos, José Luís Mascarenhas indicou o turismo de natureza, ecoturismo, turismo de montanha, turismo rural, turismo desportivo, turismo cultural, religioso e da terceira idade.

A plateia demonstrou-se satisfeita com a apresentação feita, frisando a falta de uma inventariação comunitária. De forma a saber o que cada concelho, cada comunidade tem para oferecer ao turista. A educação turística também foi um dos pontos propostos como solução e como forma de mudança da mentalidade para aumentar o turismo nas outras ilhas e oferecer ao turista mais produtos além daquilo que ele procura.

Universidade de Santiago aderiu em massa à campanha “Pinta o Mundo de Laranja”

Decorreu ontem, 06 de Dezembro, na Sala de Conferências da Universidade de Santiago, uma conferência intitulada Progressos e desafios da promoção da igualdade de género em Cabo Verde no contexto global e regional” em parceria com a ONU Mulheres.

Esta conferência foi realizada no âmbito da Campanha “UNA-SE pelo Fim da Violência contra as Mulheres , que está a decorrer desde o dia 25 de Novembro até 10 de Dezembro, que tem como objectivo conscientizar a população sobre os diferentes tipos de agressão contra as mulheres.

O auditório da Universidade pintou-se de Laranja, para acolher esta conferência. A presidente do ICIEG, Rosana Almeida, fez menção dos diversos tipos de violência a que a mulher está sujeita, alertando para uma luta em conjunto, homens e mulheres, de forma a diminuir os dados que vêm sendo registados.

Do mesmo modo, a Coordenadora da ONU Mulheres, Vanilde Furtado, apresentou alguns dados no painel “Mulheres e Homens em Cabo Verde: Factos & Números”, onde exaltou que Cabo verde é um país cumpridor em termos de normas, adiantando que em termos de igualdade e equidade de género, o país ocupa a 36ª posição no ranking mundial (em 144 países avaliados) – representando uma melhoria de 14 posições relativamente ao ano 2015.

A representante do PNUD Ilária Carnevali, apresentou o “Relatório do Desenvolvimento Humano em África 2016”, onde enfatizou que de acordo com o mesmo, “as mulheres tornaram-se muito mais visível nos parlamentos africanos, onde estão a começar a mudar a agenda política nos seus respectivos países contudo, mas necessita ainda de uma melhoria considerável”.

Também adiantou que “o aumento da participação das mulheres no mercado de trabalho não significou o aumento de oportunidades nos empregos bem pagos ou nas empresas”.

Em forma de conclusão do relatório, Carnevali explicou que é necessário que se criem alianças mais fortes entre todos os segmentos da sociedade (governos, sector privado, OSCs e parceiros de desenvolvimento) rumo à uma agenda comum de acção para acelerar a igualdade de género e o empoderamento das mulheres em África. O que inclui a criação do Banco Africano de Investimento das Mulheres e a abertura das Janelas de Investimento para as Mulheres nos bancos de desenvolvimento nacionais e regionais, entre outros.

Com uma plateia bastante activa, o encerramento esteve a cargo da primeira-dama – Lígia Fonseca, que demonstrou-se satisfeita com os painéis debatidos, as intervenções feitas pelos alunos. A mesma frisou os ganhos que o país tem tido em termos das campanhas realizadas em torno da igualdade e equidade de género, empoderamento das mulheres. Também, mostrou-se preocupada em termos do Orçamento Geral do Estado, que segundo ela ainda não ouviu quase nada deste orçamento que fala sobre mais investimentos para a camada feminina. Sendo assim, desafiou a Universidade de Santiago a leccionar uma disciplina focado nos Direitos das Mulheres, como forma de “educar” os futuros alunos, funcionários nesta matéria.

Durante o debate, uma aluna desta instituição, do 1º ano do curso de Direito, Maria da Luz, de 41 anos, aproveitou a conferência para pedir apoio, para travar alguns abusos que tem vindo a sofrer.

Maria Da Luz disse que foi abusada sexualmente desde criança por um familiar e que mesmo agora, aos 41 anos de idade, continua a sofrer abusos, situação essa, que levou-a a estudar Direito para lutar contra estes tipos de violências.

Após o relato desta aluna, a presidente do Instituto Cabo-verdiano de Igualdade e Equidade do Género (ICIEG), Rosana Almeida, prometeu reagir imediatamente para que Maria Da Luz não sofre mais abusos.

De acordo com a presidente do ICIEG, o país vem implementando instrumentos para a causa do género que já temos resultados visíveis, ultrapassando médias regionais e mundiais e agora urge traçar outros desafios.

Academia CISCO da Universidade de Santiago já é uma realidade

Foi apresentada hoje, 1 de Dezembro, nos três pólos da Universidade de Santiago a Academia Cisco da US. A Academia vai oferecer cursos não só às pessoas do mundo das Tecnologias da Informação, como também, a profissionais de outras áreas.

Esta Academia surge com o intuito de proporcionar aos alunos, professores e toda a comunidade académica um excelente ambiente de aquisição de conhecimento e de prática no mundo de redes, equipamentos e segurança. Também, pretende capacitar e formar técnicos com um alto nível de qualidade para colaborar no desenvolvimento do país, dos PALOP e de África no geral, proporcionando o alargamento das tecnologias da CISCO para estes mercados.

A CISCO é o líder mundial de tecnologias de redes e comunicação de dados, presente em mais de 170 países, com mais de 20 anos de existência. Sendo assim, a Universidade de Santiago resolveu juntar-se à CISCO, pretendendo colmatar a carência no mercado cabo-verdiano em relação a técnicos com qualificação avançada nas diferentes tecnologias da Cisco evitando assim a dependência de outros mercados.

Segundo Matylda Kochan, representante da CISCO nos PALOP, tem-se assistido um défice no número de profissionais em Tecnologias de Informação e a CISCO está actuando para colmatar esta falha, principalmente em África. 

Serão leccionados cursos de categoria CORE (IT Essentials, CCNA Routing & Switching, CCNA Security, CCNP); e cursos não tradicionais, NON CORE (NDG Linux Essentials, NDG Introduction to Linux, Introduction to the Internet of Everything, Introduction to Cybersecurity, Cybersecurity Essentials, Networking Essentials, CPA, Programming Essentials in C++, Entrepreneurship, Get Connected, Mobility Fundamental, series, Be your own boss technopreneur series), entre outros.

Os cursos são divididos em três fases. Os cursos exploratórios, os básicos e os profissionais. Os cursos básicos têm início previsto para o mês de Dezembro. Os cursos serão leccionados no sistema E-learning, B-learning e presencial e a duração vai depender de cada curso. 

Desfile, campanhas de sensibilização, exposição e Feira de Saúde marcam o dia 1 de Dezembro na US

Como forma de comemorar o Dia Mundial da Luta contra a SIDA, a Universidade de Santiago aliou-se a outros parceiros para a realização de várias actividades. Realizou-se, logo cedo, um desfile pelas ruas de Santa Catarina, em parceria com os liceus Amílcar Cabral e Napoleão Fernandes, Escola Técnica Grão Duque Henri, Delegacia de Saúde e a Câmara Municipal, entre outras entidades.

Dezenas de pessoas saíram às ruas como forma de sensibilizar a população local sobre os métodos de prevenção, atitudes e comportamentos de risco sobre o HIV-SIDA.

Segundo o coordenador do curso de Enfermagem da Universidade de Santiago, Michel da Veiga, a solidariedade e a força de vontade são dois aspectos que devem estar presentes na campanha de sensibilização e a luta deve ser todos os dias. O mesmo, adiantou que “o objectivo das actividades de hoje é fazer com que as pessoas usem as informações que têm sobre a SIDA, pois não é a falta de informação que faz com que o número de casos aumente, mas sim a falta de uso da informação”.

No átrio da Universidade decorreu uma exposição, na qual os alunos informaram as pessoas não somente sobre o HIV, mas também sobre outras doenças sexualmente transmissíveis, nutrição, doenças não transmissíveis crónicas, entre outras.

Ainda dentro das actividades para assinalar o dia, a Universidade participou na Feira de Saúde realizada na Escola Técnica Grão Duque Henri, sensibilizando os alunos sobre várias patologias, em especial o HIV-SIDA, fazendo medição da pressão arterial.

Janine Rosa, organizadora da feira na Escola Técnica, fez uma avaliação positiva da actividade, apontando pela adesão de pessoas aos stands. Segundo Rosa, o sucesso da Feira deveu-se à estratégia adoptada. “Usámos uma estratégia em que expomos alguns temas e dividimos os alunos em grupos que encaminhamos ao tema com que melhor se identificasse. Trabalhámos VBG, violência sexual, nutrição, HIV-SIDA, droga, primeiros socorros. Encaminhamos os alunos directamente a temas, com a ajuda dos professores”, explica Janine Rosa.

O ápice da campanha acontece hoje, a nível mundial, mas a equipa da Universidade de Santiago vai realizar ao longo do mês de Dezembro várias actividades direccionadas a sensibilização e transmissão de informações sobre o HIV-SIDA.

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