Deutschland online bookmaker http://artbetting.de/bet365/ 100% Bonus.

Sistema educativo caboverdiano em debate na Universidade de Santiago

images/jre.JPGOs mestrandos em Pedagogia da Universidade de Santiago realizaram ontem, 1 de fevereiro, a I Jornada de Reflexão sobre a Educação, sob o lema “Conhecer para Melhor Intervir”.

Neste encontro, estiveram na mesa diversos temas, apresentados por especialistas e formandos. No ato de abertura, o magnífico reitor da Universidade de Santiago, Gabriel Fernandes, parabenizou os formandos pela iniciativa, adiantando que este mestrado é uma aposta nova para o interior de Santiago e que a Universidade não vai abrir mão da mesma, pois acredita que, com este mestrado, esta academia colocará no mercado pessoas mais capacitadas e ativas, capazes de provocar mudanças e transformar o sistema de ensino caboverdiano. É neste sentido que ele desafiou os mestrandos a se formarem e a não se acomodarem, depois: “Após este mestrado, não fiquem de mãos atadas! Partam para um desafio mais amplo, coloquem a educação ao serviço da humanidade e continuem a luta em prol da educação, contando sempre com a parceria da nossa universidade”.

Já a organizadora do evento, Aleida Furtado, docente do curso de mestrado, também no ato de abertura adiantou que o propósito desta reflexão surgiu da preocupação dos alunos, tendo em conta que “os modelos de ensino que têm vindo a ser implementados no país, são modelos que vêm já de há muitos anos, mas que não têm tido um eco positivo no nosso sistema educativo. São vários os problemas sociais neste contexto, vários os problemas administrativos que vale a pena serem discutidos para podermos encontrar juntos uma solução”, explica Furtado. A mesma adiantou que, por serem ainda alunos (mestrandos), não podem intervir, mas podem deixar propostas, para quem de direito fazer alguma coisa.

Para dar o pontapé de saída nos debates, o primeiro tema abordado foi a “Descolonização e educação em África”, apresentado por Fernando Jorge, da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira, que apelou para a necessidade da descolonização do currículo, assim como refletir sobre a avaliação interna das escolas.

Dando seguimento, Filomena Oliveira falou sobre um tema que gerou muito debate: “A formação de professores e os seus desafios atuais”. A oradora, partindo das diversas experiências, criticou muito o sistema de ensino que tem sido utilizado para formar professores, afirmando que “o nosso país tem tido um retrocesso neste sentido”. É que, segundo a mesma, “é preciso repensar o modelo escolar e a função do docente, visto que estamos na terceira revolução da humanidade – a era digital. Não podemos continuar a utilizar o conhecimento da mesma forma, é preciso estimular a aprendizagem, criar a cultura académica, transformar as pessoas, personalizar a aprendizagem”. Oliveira acredita que, educando as crianças no sentido de estimular a sua criatividade e de serem elas mesmas a causar a transformação, é o primeiro passo para uma educação inclusiva e permitir uma revolução no sistema educativo e da aprendizagem. Mas, para isso, explica, tem de ser mudado o conceito do papel do professor: “É preciso parar de dizer que o professor dá aulas. O papel do docente é organizar a aprendizagem”.

Como sugestão para o sistema educativo, diz ela que é preciso iniciar esta luta, “na formação dos professores, e colocá-los a terem contacto com as salas de aula desde o início e não no final do curso; mudar a organização das salas…”.

Estiveram ainda em debate: os “Problemas sociais no contexto escolar”, apresentado por Nardi Sousa; “Os desafios da educação de infância” e “Os desafios da aprendizagem”, apresentados por duas mestrandas em Pedagogia.

O segundo painel ficou voltado para a “Qualidade no ensino: avaliação e formação”, onde foram apresentados temas, como a “Organização dos agrupamentos educativos”, apresentado por Pedro Monteiro, delegado do Ministério da Educação em Santa Catarina, que falou sobre os agrupamentos e as dificuldades enfrentadas, e que foi complementado pela apresentação da mestranda Rosa Freire, com o tema “Organização dos agrupamentos educativos: desafios e propostas”

Arlindo Vieira debruçou-se sobre o “Impacto da avaliação no processo de ensino-aprendizagem”.

No final das apresentações, os desafios lançados como proposta de melhoria do sistema foram no sentido de melhorar a forma de relacionamento entre os docentes e as escolas; melhorar o sistema administrativo; promover a formação contínua dos professores; reforçar a supervisão pedagógica; melhorar a articulação vertical ministério/delegações/agrupamentos; combater o isolamento imposto pela dispersão geográfica, entre outros.

De recordar que esta jornada teve como objetivo refletir e conhecer a nova organização do sistema educativo; promover a discussão dessa organização e propor sugestões de melhoria; refletir sobre a avaliação das aprendizagens, com ênfase na avaliação formativa; analisar o papel da supervisão na promoção da qualidade do ensino; conhecer os desafios e perspetivas da educação, entre outros.

Download Template Joomla 3.0 free theme.

Newsletter

Cadastre o seu E-mail e receba as nossas novidades.

Contactos

Está em... Home Notícias e Eventos Sistema educativo caboverdiano em debate na Universidade de Santiago