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“Impacto das Tecnologias na Saúde Mental: Paraíso ou Inferno?”

Foi sobre este tema que o Psiquiatra José Carlos Gomes se debruçou esta manhã de quarta-feira, 21 de junho, na Universidade de Santiago, juntamente com os alunos do curso de Enfermagem desta instituição.

O orador deu-lhe o nome de palestra, mas, na verdade, como disseram os discentes, foi uma “aula-magna” muito rica. José Carlos Gomes, Psiquiatra, professor do Instituto Politécnico de Leiria e colaborador do curso de Enfermagem da Universidade de Santiago, falou sobre algo a que todos estão submetidos, mas ninguém está preocupado principalmente com as consequências que ela traz, “quando na verdade são muitas”, diz o palestrante.

Para introduzir o tema, Gomes começou por alertar os presentes que a saúde não pode e nem deve ser dividida, seja ela mental ou física, pois, ambas são duas faces da mesma moeda.

No que tange às Novas Tecnologias, o psiquiatra explica que tudo o que é novo traz vantagens e desvantagens, o importante é saber tirar partido destes equipamentos. No caso de Cabo Verde, Gomes adianta que não tem dados específicos destes casos, embora os tenha procurado. “Mas aquilo que tem sido a minha percepção, nos últimos meses, é que não é diferente daquilo que acontece no resto do mundo. Começa já a haver uma dependência enorme do uso das novas tecnologias, nomeadamente a questão do telemóvel, mas é algo que pode ser trabalhado”, afirma.

Os principais exemplos apresentados pelo médico foram a ansiedade e a depressão, originadas pelo mau uso das novas tecnologias. “O uso das novas tecnologias altera o cérebro, diminui a empatia, a compaixão e a inteligência emocional, uma vez que a maioria das interacções ocorre sem comunicação cara a cara”. Além disso, provoca a perda da concentração, como exemplificou, “um aluno a estudar com o telemóvel por perto, mesmo que não esteja a usá-lo, diminui 40% da sua capacidade de concentração. E não só, as novas tecnologias privam o sono tranquilo”.

Como um caso mais prático, o palestrante falou dos jogos online, com especial destaque pelo jogo da “Baleia Azul”, que provocou nos últimos meses grande alvoroço não só nas redes socias, como nos media tradicionais e, segundo ele, em Portugal, foram confirmados dois casos de suicídio, derivados do jogo. No seu ponto de vista, isto acontece porque os adolescentes não convivem pessoalmente com quem está próximo, e sentem a necessidade de se sentirem acolhidos num grupo e os jogos permitem isso, mas as consequências são várias e preocupantes.

No tocante à vantagem da tecnologia para a saúde mental, Gomes exemplificou com alguns projectos desenvolvidos, graças ao uso da internet, que permitem dar acompanhamento aos pacientes via telefone, ou outros meios de comunicação nas suas residências, sem terem a necessidade de estarem internados. Também ressaltou a importância das mesmas em relação ao contacto com pessoas distantes, pesquisas científicas, entre outras. “Mas tudo isso, para ser uma vantagem, não temos de criar nenhuma dependência com estas tecnologias. É necessário desligar e entender que as novas tecnologias não substituem os relacionamentos pessoais”.

Para trabalhar isso, como forma de evitar uma maior proliferação, deve-se desenvolver alguma literacia da população relativamente ao uso das novas tecnologias, ajudá-la a entender o contexto em que estão inseridas e como deve ser realizado realmente. 

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